domingo, 11 de agosto de 2019

Resposta padrão a uma invectiva de bolsominion ou Bolsominion detected.

"Começou. Que coisa linda ouvir lunáticos desse calibre falando. Prezado, você é um alucinado. Pior do que qualquer nóia, craqueiro, ou coisa do gênero. Você está chapado pelo bolsonarismo. Você é um bolsominion, logo, NÃO TE RESPEITO. Passe bem, doidinho. Sendo mais claro e menos gentil, pois você simplesmente não merece gentileza: VÁ TOMAR NO CU. PS. Após, procure ajuda psiquiátrica. Votar em Jair Messias Bolsonaro é sintoma de adoecimento mental. Ou de não resolução sexual. Saia do armário, seja lá qual o grau da tua perversão."
Explicação: estou escrevendo isso em resposta a qualquer comentário alucinado dessa turminha nada legal. Quem tem saco sem fundo é Papai Noel. Bolsominion tem mais é que ouvir verdades. Eu não tenho paciência. Bolsominions do mundo, fodam-se.

A melhor época da minha vida

A melhor época da minha vida. Era o tempo em que o sujeito imbecil, no máximo, quando fazia suas besteiras, dizia ter Deus no coração. Não acontecia nada. Os dias atuais são muito piores. Tóxicos mesmo, sem o mínimo de saneamento básico. Literalmente. O sujeito imbecil de hoje tem Jair Messias Bolsonaro na barriga, no estômago e nas tripas, e o ânus onde, antes, ficava a boca. O resultado é o Brasil de hoje.

As coisas se ajustarão

Eu tenho paciência, resiliência e perseverança para esperar. Chegará o dia em que as coisas estarão no seu lugar devido. Ainda viverei para me deleitar com Sérgio Moro e Deltan Dallagnol devidamente embrulhados em sacos azuis, empacotadinhos e emporcalhados com chorume, na LATA DE LIXO DA HISTÓRIA. O tempo não para. E a vida dará razão a quem nunca acreditou nesses canalhas falso moralistas. Eu me orgulho por nunca ter me encantado com o autoritarismo ilegal e indisfarçado desses dois imorais.

Afetividade na coisa pública: dá merda

A afetividade aplicada à coisa pública é uma merda. O diabo é que nossa cultura política é simplória demais, nos levando, sempre, a agir com emotividade onde caberia apenas, pelo bem comum, a racionalidade. Aderir a um político de forma irracional é como se comportar tal qual a mãe que vai ao presídio todo fim de semana levar a marmita do filho amado para obter notícias sobre seu estado de vida. Perguntada sobre a gravidade do ilícito que levou o rebento ao presídio - latrocínio -, limita-se a dizer: "doutor, quando me falam que fulaninho fez essas coisas, não acredito. Tudo em que penso é nele, pequenininho, nos meus braços, com aquele olhar cheio de amor para mim". Li algo assim no livro de Dráuzio Varela sobre o Carandiru. As palavras iam nesse sentido, no trecho ora recordado. Nesse caso, a moleza da mãe é justificada. Amor incondicional, entre mãe e filho, é totalmente justificado. Ser pai ou mãe é um liame irrevogável. Você vai com seus filhos até o inferno, sem precisar se explicar. Todos nós entenderemos.
Entretanto, um gestor público que age dessa forma é um criminoso. Um cidadão que elege suas preferências políticas nessa base, um tolo. As redes sociais elevam à enésima potência essa emotividade nossa de cada dia. Foi assim que Jair Messias Bolsonaro virou presidente. Esse tipo de expediente midiático - redes sociais, memes e ódio - levou Sérgio Moro à condição de Juiz celebridade.
Eu tenho severas restrições em relação a amor, ódio e paixão na vida pública, na seara da política. Esses sentimentos não levam a coisa boa. A Alemanha nazista nunca me deixará mentir, com sua História pesada - e indelével. O Brasil de Jair Messias Bolsonaro está se tornando caso para estudo sobre autoritarismo, a largas passadas. Só torço para que a sua escalada de violência não seja tão explícita como foram os fornos de cremação dos campos alemães. Confrontados com o livro "Minha Luta", da lavra de Adolf Hitler, os alemães da era das ascensão do Führer à Chancelaria do Reich diziam que o sujeito "estava brincando", que "ele não é mais assim". Tal qual a benevolente mãe que visita o filho latrocida e apenas pensa na inocência de sua passada infância. "Ele só está brincando. " Eu ouvi essa conversa ano passado, incontáveis vezes. E, assim, com essa seriedade no trato da vida coletiva, Bolsonaro é o nosso presidente. Deus nos ajude.
Apesar de tudo, consigo ser feliz. Apesar de tudo, consigo ser feliz. Apesar de tudo, consigo ser feliz.
Tenho saúde, emprego, salário, casa, mulher, filho, carro, cerveja, dose de cana, comida, sabonete para o banho, cama para dormir, amar e sonhar, tempo para pensar e escrever. Tenho futuro, embora esteja na tal da meia idade. Acho o mundo desmantelado, cheio de problemas, complicado demais, repleto de feiura, com pessoas chatas, muito cheias de certezas. Mas é o que temos. Nunca considerei a possibilidade de ser agente de mudança no mundo. Sempre tive a certeza de ser um cara sozinho, no meu canto, ensimesmado, pensativo, leitor e escritor, um tanto quanto indiferente à realidade. A vida, em sua beleza e exuberância, é feia demais para ser levada muito a sério.
Apesar de tudo, consigo ser feliz. Apesar de tudo, consigo ser feliz. Apesar de tudo, consigo ser feliz.
O mundo cumprirá a sua sina, quer eu queira, quer não, quer ou goste, ou não curta. Não é rede social. As consequências virão. E eu sei delas. Conheço a irreversibilidade de uma série de escolhas que, sozinho, não teria feito, mas, em conjunto, respondo por elas - infelizmente eu faço parte da humanidade. Gosto de brincar dizendo que, na próxima encarnação, teria muito gosto de viver entre bodes. Adoraria ser um pastor. Não é brincadeira. A complexidade do ser humano o tornou frágil demais. De açúcar. De vidro. Não aguenta chuva, não suporta pancada. Eu tenho medo de tratar com o ser humano. Pretendo ser pastor, na próxima parada...

Seja feliz, Lucas

O mundo não é para amadores. É por isso que estamos aqui. Não curto, não gosto e não queria - mas assim é a vida. Eu tenho que aproveitar. Seja feliz, Lucas! Eu me direi isso todo dia. E assim a vida seguirá seu curso.

Cada macaco no seu galho

Cada um tem seus problemas. Eu não tenho tempo para apontar o dedo acusador para a vida dos outros. Nem interesse. Cada um que cuide da sua vida. Que toda pessoa abrace a causa primordial, a sua própria vida. Teríamos um mundo infinitamente melhor, se assim fosse. Gosto de me preocupar com soluções para meus próprios problemas. A vida alheia não me interessa. Estou muito ocupado saneando o espaço do meu bem-estar.